Tinha os olhos cheios de impurezas. O mundo se mostrava uma selva inebriante, onde o suor cobria com volúpias o miolo das árvores. E acordava remexendo na cama, se enforcando com os lençóis.
Chorou uma vez na vida. Uma estrela caira no lago e uma pequena chama ficou por um tempo e sumiu na água. O acaso era mesmo um assassino e o destino um sádico.
Agora sempre pulava. Guardava umas coisas no bolso da calça, nada essencial para se caminhar no cascalho. Gostava de sentir o rosto melecado de vento e insetos mortos. O melhor era perder-se antes de chegar em casa.
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