Cheguei aqui para descobrir que não terei aula. Eu tenho e amanhã tem prova. Mas não acabou? Quem dera! Você está com uma cara de sono... Nossa, você está cheiroso
Cadê meu filho? O que você fizeram com meu filho? Deus, arranca a minha vida. Deus, eu botei meu filho nas tuas mãos
Box 12, cama estreita, grade de metal e uma pequena cortina. Tinha um conto do Cortázar sobre uma senhora, ela tinha muitos filhos, acho que uns sete. Um deles até veio morar no Brasil
O pai dela chegou. Venha buscá-lo. SAÍDA. Só vou falar com o senhor ali na parede. Entre, entre, é por aqui. Está uma confusão e até agora o médico não veio vê-la. Estou indo, mas se precisar é só ligar
Pronoms relatifs composé. Uma frase para cada um. Não consigo me concentrar. Acho que é porque não estou entendendo isso. Hoje, hoje, cortaram minha luz. Cheguei e vi as coisas derretendo, na geladeira.
Tuesday, November 25, 2008
Tuesday, November 18, 2008
hora de explodir 2
Tinha os olhos cheios de impurezas. O mundo se mostrava uma selva inebriante, onde o suor cobria com volúpias o miolo das árvores. E acordava remexendo na cama, se enforcando com os lençóis.
Chorou uma vez na vida. Uma estrela caira no lago e uma pequena chama ficou por um tempo e sumiu na água. O acaso era mesmo um assassino e o destino um sádico.
Agora sempre pulava. Guardava umas coisas no bolso da calça, nada essencial para se caminhar no cascalho. Gostava de sentir o rosto melecado de vento e insetos mortos. O melhor era perder-se antes de chegar em casa.
Chorou uma vez na vida. Uma estrela caira no lago e uma pequena chama ficou por um tempo e sumiu na água. O acaso era mesmo um assassino e o destino um sádico.
Agora sempre pulava. Guardava umas coisas no bolso da calça, nada essencial para se caminhar no cascalho. Gostava de sentir o rosto melecado de vento e insetos mortos. O melhor era perder-se antes de chegar em casa.
hora de explodir 1
Se eu pudesse escolher entre a vida eterna e uma camisa amarela, ficaria com a canção.
Monday, November 10, 2008
Feito a mão
pulou do viaduto às seis da manhã
o plasma desfiou-se no asfalto
e um dedo assanhado ousou escrever:
não é o verbo que vira carne
mas é a carne que reverbera
o plasma desfiou-se no asfalto
e um dedo assanhado ousou escrever:
não é o verbo que vira carne
mas é a carne que reverbera
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