São Paulo é o maior cemitério da América Latina, mas as floriculturas do lado do muro fúnebre vendem enormes girassóis amarelos indicando o rumo do sol. Faz cinza e frio na cidade, mas todos as paredes parecem grandes papiros indecifráveis.
Tenho a impressão de que São Paulo não dorme como um zumbi que está encantadoramente fadado a caminhar:
Um moço de terno carrega um mala e faz canção quando passa por cima dos bueiros, cada um com sua textura.
São Paulo tem som de ovo na boca e erre mal costurado com putas enchendo um american bar. São Paulo tem cheiro de tiête a céu aberto e asfalto. Me senti terrivelmente só e invadida quando meus pés pisaram a Paulista. Amei a cidade à primeira vista