É que, às vezes eu acho que o que eu tenho de meu não é o tempo, são os pés.
Enormes pés, número 39
Pouco dóceis
às asas colocadas pelos meus versos
Eles gritam todas as noites:
terra, terra
E às vezes me gritam: mar
suícidas, querendo estar imersos!
absortos,
meus pés,
o que tenho de mais preciosos
quando piso em girassóis