Gosto de sentir dentes arrancando meu asfalto,
uma boca sangrando
e a minha essência revolvida.
Não, não ligue para os meninos que passam e riem da sua pose:
você prostado em cima de mim, tirando britas do meu seio.
Ah, como meu corpo sublima quando me entende rua!
Parece vapor clandestino de chuva no chão quente
Saturday, April 18, 2009
Sunday, April 05, 2009
Ponto sem nó
Eu não penso, só finjo que penso e todo mundo acredita
Eu não consigo pensar, eu não sei pensar
Eu já cansei de fingir
Eu só sei imaginar e imaginar é um fingir pra dentro
Eu não consigo pensar, eu não sei pensar
Eu já cansei de fingir
Eu só sei imaginar e imaginar é um fingir pra dentro
Notas de alfaiate
mais um remendo:
o homem que não me olha tem os olhos turvos.
o sorriso parece emendar com o bigode.
uma sobriedade lúdica,
uma coisa que parece mais minha que real.
o homem que não me olha não me olha,
mas minhas pupilas já o engoliram.
assim, querendo não querer,
já tenho as unhas dele na minha carne
o homem que não me olha tem os olhos turvos.
o sorriso parece emendar com o bigode.
uma sobriedade lúdica,
uma coisa que parece mais minha que real.
o homem que não me olha não me olha,
mas minhas pupilas já o engoliram.
assim, querendo não querer,
já tenho as unhas dele na minha carne
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